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Análise das ideias dos alunos sobre hidrostática
Publicado em: 29 Set 2010
O “bebum” tirando sua cachaça de um barril com uma mangueira e um balde (adaptada de L.C. Epstein and P.G. Hewitt, Thinking Physics). Uma pesquisa realizada com alunos de Licenciatura em Ciências Exatas do Centro Universitário UNIVATES mostrou a existência de algumas concepções distintas, entre os futuros professores, sobre o funcionamento do sifão, estrutura muito comum no cotidiano de todos mas pouco compreendida sob o ponto de vista científico. O trabalho resultou no artigo “Análise das ideias dos alunos sobre hidrostática”. Nele, os professores Ana Paula Sebastiany, Ivan F. Diehl, Michelle C. Pizzato — todos do Centro Universitário UNIVATES, de Lajeado, RS — e João B. S. Harres, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre, RS, fazem uma análise das ideias dos estudantes a respeito do sifão e identificam os obstáculos à compreensão dos fenômenos relacionados. Os dados foram coletados a partir das respostas dos estudantes a duas perguntas: 1ª) Como você crê que funciona o processo de descarga do “vaso” de um banheiro? 2ª) Um “bebum” está tirando sua cachaça de um barril com uma mangueira e um balde, como mostra a [figura acima], usando para isso o que chamamos de ‘sifão’. Como você pensa que um ‘sifão’ funciona? Com relação à primeira pergunta, entre outras constatações, foi verificado que a maioria dos alunos apresenta em suas respostas explicações simplistas desse fenômeno, já que apenas fazem referência à pressão exercida pela água, sem explicar como ocorre ou qual a origem dessa pressão. De um modo geral, as respostas mostram que os futuros professores não explicam o escoamento do vaso sanitário através do processo de sifão. “Se por um lado isto é compreensível, já que na parte inferior do vaso na verdade temos um sifão invertido em relação ao seu uso normal, é notório que algo tão presente na vida de todas as pessoas seja explicado de maneira tão pobre fisicamente”. A análise das respostas à segunda questão não foi mais animadora. De um total de 60 alunos, apenas dois mencionaram a existência da pressão atmosférica no processo. Para saber os resultados com mais detalhes e conhecer o embasamento teórico e a metodologia da pesquisa, acesse o artigo original, publicado na revista Física na Escola v. 10, n. 2, 2009. E se quiser reciclar os seus conhecimentos sobre o sifão e conhecer uma proposta para abordagem do tema em sala de aula, acesse a aula Como funciona um sifão, postada no Portal do Professor pelo professor José Ângelo de Faria, do Colégio de Aplicação da UFV. |